Estudos da Recepção – 3 BIMESTRE 2009

agosto 20, 2009

As turmas do JoC e JoD de 2009 pesquisarão no terceiro semestre os Estudos da Recepção e a Teoria das Mediações.

Os textos básicos são os seguintes:

OS MEIOS OU AS MEDIAÇÕES: qual o objeto de estudo da comunicação?
Laan Mendes de Barros

A partir das formulações teórico-epistemológigas de Jesús Martín-Barbero, que propõe um deslocamento dos estudos da comunicação “dos meios às mediações”, este trabalho discute a questão de nosso objeto de estudo. Ao
confrontar o “midiacentrismo” predominante no pensamento comunicacional latino-americano da segunda metade do século XX, e o fascínio com as tecnologias digitais dos tempos atuais, procura-se compreender a contribuição de Martín-Barbero para o debate epistemológico da área. Na reflexão é retomado um debate entre Luiz Martino e Lucrecia Ferrara, ocorrido na Faculdade Cásper Líbero; bem como, referenciais do pensamento francês, de autores como Paul Ricœur, Mikel Dufrenne e Dominique Wolton.

meios-ou-mediacaoes_laan

O telespectador frente à televisão. Uma exploração do processo de recepção televisiva.
Guillermo Orozco Gómez

O objetivo do texto é realizar uma exploração do longo, complexo e muitas vezes contraditório processo de recepção televisiva, apontando alguns elementos e relações fundamentais que permitam descrever um terreno de múltiplas mediações particulares, que tem constituído meu objeto de estudo durante vários anos e, a partir dos quais, tenho delimitado grande parte da conceituação do processo de recepção televisiva que aqui se discute.

PRÁTICAS DE RECEPÇÃO MIDIÁTICA : impasses e desafios da pesquisa brasileira. Compós, 2004.  Ana Carolina Escosteguy e Nilda Jacks

O texto apresenta uma narrativa do desenvolvimento da pesquisa brasileira que toma como foco central práticas de recepção midiática, tanto pelo prisma de sua verificação empírica quanto pelo seu debate teórico. De um lado, esse objetivo se concretiza fundamentalmente através da compreensão crítica1 da trajetória teórico-metodológica dessa temática na pesquisa em comunicação e  da identificação dos impasses enfrentados, bem como dos futuros desafios. Porém, de outro, inclui-se também desdobramentos que extrapolam o tratamento dessa questão no ambiente acadêmico.
(Site Mídia e Rcepção, UFBA: http://www.facom.ufba.br/midiaerecepcao/textos.htm)

Notas para um estado da arte sobre os estudos brasileiros de recepção dos anos 90. Compós, 2003.
Ana Carolina D. Escosteguy

O trabalho descreve algumas características teórico-metodológicas dos estudos brasileiros de recepção, realizados na década de 90, dentro de programas de pós-graduação em comunicação. O objetivo geral é desenhar um cenário da investigação brasileira e acadêmica de recepção, não mais impressionístico e fundado em vontades individuais de cada pesquisador, inscrevendo assim estas anotações na linhagem de trabalhos realizados por Lopes (1993, 1995), Jacks (1999) e Sousa (1998). A principal referência deste relato é a análise metodológica de dissertações e teses realizada na execução do projeto “Os estudos culturais e a problemática da recepção: A categoria gênero em debate” (CNPq/FAPERGS).

—  TEXTOS PARA EXPOSIÇÃO DOS GRUPOS —


SONHO DE CONSUMO. a publicidade na intersecção entre o consumo material e o simbólico, pelo olhar do receptor.
COMPÓS, 2006.
Elisa Piedras (PUC-RS)

Resumo O objetivo desta pesquisa é analisar o papel da publicidade como elemento comunicativo articulador de universos tão díspares como o do consumo e o do sonho, numa rede que mescla o material e o simbólico. Abordamos teoricamente as intersecções entre o consumo (García Canlini), a publicidade (Lipovetsky), o simbólico e a comunicação (Maffesoli), partindo do receptor. A partir daí, realizamos entrevistas com oito mulheres para observar, através de seus relatos, a relação entre seu sonho de consumo, seu cotidiano e a publicidade.

A produção de sentidos nos contextos de recepção: em foco o grupo focal
Ângela Cristina Salgueiro Marques; Simone Maria Rocha
. COMPÓS, 2006.

Resumo: O propósito deste artigo é evidenciar o grupo focal tanto como uma metodologia qualitativa afim aos estudos da área de Comunicação quanto um contexto particular de produção e observação de relações intersubjetivas capazes de gerar dados únicos e singulares de análise. Os grupos focais recriam contextos de produção e contestação de representações e sentidos, os quais não excluem as mediações que conduzem nossas práticas sociais e nossa inserção na história, na cultura e no cotidiano. Buscamos, então, revelar como as práticas relacionais geradas pelo grupo focal, podem elucidar dimensões da experiência
cotidiana relacionadas à formação de identidades, à prática política, ao questionamento de representações hegemônicas e à articulação de discursos públicos e privados. Para tanto, exploramos um caso empírico específico: a recepção dos quatro episódios do primeiro ano da série Cidade dos Homens (Globo, 2002) em grupos focais realizados em favelas do Rio de Janeiro (Morro Santa Marta) e Belo Horizonte (Barragem Santa Lúcia).

Televisão e processo reflexivo: notas sobre uma etnografia de um grupo de empregadas domésticas. Compós, 2005.
Carla P. Barros (COPPEAD/UFRJ, PUC/RJ e ESPM/RJ)

O presente artigo apresenta reflexões sobre a questão de mídia e recepção a partir dos resultados parciais de uma pesquisa etnográfica junto a um grupo de empregadas domésticas. O relacionamento entre empregada e patroa é analisado colocando em foco o papel da primeira como mediadora entre dois mundos, o seu e o da patroa, e investigando a importância da mídia na construção de uma comunidade imaginada. O acompanhamento das novelas deflagra um processo reflexivo que mostra como o que é visto passa pelo filtro de contextos culturais específicos. O método etnográfico pode fornecer instigantes insights para o campo de debates sobre mídia e recepção, ao enfatizar a dimensão compreensiva dos fenômenos sociais, dentro de uma tradição weberiana.

Repensando a noção de textualidade a partir do lugar da recepção. O que os estudos literários ainda têm a dizer sobre a recepção. COMPÓS, 2006.
Luanda Schramm (Unb)

O objetivo deste trabalho é problematizar as noções de texto e textualidade a partir do lugar da recepção. Para tanto, retomamos algumas contribuições provenientes dos estudos literários, em especial a teoria da interpretação de Paul Ricoeur, que introduz a noção de mundo do leitor como instância produtora de sentido das obras literárias, bem como sua hermenêutica fenomenológica, que fornece uma sólida fundamentação aos estudos de recepção, pois sustenta toda investigação que assuma o caráter perspectivo do conhecimento. O intuito é também apontar as insuficiências dessa perspectiva para pensar as práticas de recepção midiática, recorrendo ao campo dos estudos culturais, que supera algumas das limitações dos estudos literários na análise da recepção.

A Recepção Coletiva de Futebol Midiatizado: apontamentos etnográficos.
Compós, 2005.  Édison Gastaldo (Unisinos/RS)

Este texto visa a discutir alguns aspectos metodológicos e resultados preliminares de um estudo sobre a recepção coletiva de jogos de futebol midiatizados em lugares púbicos, problematizando a complexa relação entre futebol, mídia e sociabilidade no Brasil. Após algumas considerações sobre a presença do futebol na cultura brasileira contemporânea, discuto alguns pontos metodológicos envolvidos na produção coletiva de um estudo etnográfico, e, em seguida, algumas recorrências observadas na situação de campo. Estes dados são ainda iniciais, embora apontem para certas tendências gerais que nos interessaria discutir acerca da posição dos torcedores presentes com relação às definições da situação propostas pelo locutor, com o som e imagens apresentadas.

Os estudos culturais e a recepção cinematográfica: um breve mapeamento crítico. Compós, 2005.
Fernando Mascarello (Unisinos/RS)

Partindo de esforços anteriores de teóricos como Jackie Stacey, Graeme Turner, Robert Stam, Judith Mayne e Jostein Gripsrud, este ensaio oferece um mapeamento dos trabalhos em torno à espectatorialidade cinematográfica inspirados pelos estudos culturalistas de audiência de pesquisadores como David Morley, Ien Ang, Janice Radway e outros. Tendo em vista que estes trabalhos foram promovidos por acadêmicos tanto culturalistas quanto não-culturalistas, e também com o intuito de contrastá-los da investigação textualista, propomos denominá-los “estudos contextualistas da espectatorialidade cinematográfica” (em lugar de culturalistas). Descrevemos o lento processo que possibilita o deslocamento da reflexão e pesquisa desde o texto fílmico (canonizado como objeto de estudo na screen theory dos anos 70) para o contexto de recepção.

O Princípio da credibilidade na seleção da Informação Mediática. Compós 2003.
Paulo Serra

Os desenvolvimentos mais recentes da comunicação mediática têm vindo a recolocar a credibilidade como um problema central. Vista pela retórica clássica como o primeiro meio da persuasão, a credibilidade revela-se hoje como um princípio essencial à selecção, pelo receptor, de uma informação mediática cada vez mais excessiva, tanto do ponto de vista quantitativo como qualitativo. A questão que se coloca é, então, a de saber quais são os índices/critérios que, dada uma certa informação, levam o receptor a inferir acerca da sua credibilidade. A nossa tese é a de que esses critérios/índices são, no essencial, os que, tendo sido forjados na retórica clássica, sofrendo depois as necessárias adaptações, passaram a constituir o dispositivo de credibilização das organizações mediáticas “informativas” e “noticiosas” tradicionais; um dispositivo que, através de um processo eminentemente reflexivo, está, neste momento, a ser exportado para a Web, tendendo a transformar esta numa província da informação dita “objectiva” e “imparcial”.

ESTUDOS CULTURAIS E CIBERCULTURA: UM ENTRELAÇAMENTO TEÓRICO- METODOLÓGICO
NECESSÁRIO PARA PENSAR A RECEPÇÃO NA WEB
Anna Paula Knewitz

Pensar o receptor na web implica inseri-lo no ordenamento sociocultural contemporâneo, tarefa desafiadora quando não se dispõe de um amparo teórico-metológico consolidado para fazê-lo. O objetivo deste trabalho é buscar caminhos para refletir sobre esse impasse a partir de uma articulação entre os legados dos Estudos Culturais e o aporte trazido pelo campo da Cibercultura. Primeiramente serão descritos eixos estratégicos da trajetória dos estudos de recepção de cunho culturalista e, depois, levantados alguns aspectos que devem ser preservados, refutados ou adaptados para a análise do consumo de informações na internet.

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PROGRAMA DO 2 SEMETRE DE 2008

agosto 4, 2008

07/8 – Introdução aos Estudos da Recepção. Texto-base:
GÓMES, Guillermo Orozco. O telespectador frente à televisão. Uma exploração do processo de recepção televisiva.

Texto disponível: 04-guillermo-orozco

14/8 – Discussão em grupo e análise dos relatos de pesquisa contidas no texto:
JACKS, Nilda; GUERIN, Y.; IRIBURE, A.; DORNELES, L.; VILLAREOEL,L.; SANTOS, A.N. Estudos Brasileios de Recepção: a produção acadêmica da década de 90.

Texto: estudos-brasileiros-de-recepcao_booklet-resumos

21/8 – Discussão em grupo e análise dos relatos de pesquisa contidas no texto:
JACKS, Nilda; GUERIN, Y.; IRIBURE, A.; DORNELES, L.; VILLAREOEL,L.; SANTOS, A.N. Estudos Brasileiros de Recepção: a produção acadêmica da década de 90.

28/8 -Discussão em grupo e análise dos relatos de pesquisa contidas no texto:
JACKS, Nilda. RECEPÇÃO TELEVISIVA: PESQUISAS BRASILEIRAS DA DÉCADA DE 1990.
Disponível: http://gmje.mty.itesm.mx/jacks.htm

04/9 – Discussão do texto-base:
BARROS, Laan Mendes. OS MEIOS OU AS MEDIAÇÕES: qual o objeto de estudo da comunicação?

Texto: meios-ou-mediacaoes_laan

11/9 – Discussão do texto:
MCLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação cmo extensão do homem (undertanding media). São Paulo: Cultrix, 1985.
Capítulos:
O MEIO É A MENSAGEM;
MEIOS QUENTES E FRIOS;
REVERSÃO DO MEIO SUPERAQUECIDO.

18/9 – Discussão do texto:
MCLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação cmo extensão do homem (undertanding media). São Paulo: Cultrix, 1985.
Capítulos:
Estórias em Quadrinhos: MAD: Vestíbulo para a TV.
A Palavra Impressa: O Arquiteto do Nacionalismo.
A Imprensa: Governo por Indiscrição Jornalística.
Rádio: O Tambor Global.
A televisão: O Gigante Tímido.

25/9 – PROVA BIMESTRAL.

02/10 – Introdução à Cibercultura e à Era Informacional. Texto-base:
LEMOS, André. O imaginário da cibercultura: entre neo-luddismo, tecno-utopia, tecnorealismo e tecnosurrealismo.
Disponível: www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/imaginario.htm Acesso em 02/08/2006.

09/10 – Discussão da relação Comunicação-Tecnologia e sobre o conceito de virtualidade. Texto-base:
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
Capítulos: I, II, III.

16/10 – Apresentação em grupo. Texto-base:
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
Capítulos: IV, V

23/10 –
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
Capítulos: VI, VII

30/10 –
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
Capítulos: VIII, IX, X

06/11 –
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
Capítulos: XI, XII, XIII

13/11 –
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
Capítulos: XVI, XVII, XVIII

20/11 –
SILVEIRA, Sergio Amadeu. O conceito de commons na cibercultura.

Disponível: http://www.facasper.com.br/pos/libero/libero_21/compactadas/04%20Sergio%20Amadeu.pdf

27/11 – AVALIAÇÃO FINAL DO BIMESTRE

Hello world!

agosto 4, 2008

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